Moda, Subjetividade, Identidade: Coco Chanel , sua vida e criação

Jurenice Picado Alvares

“Uma máscara é mais reveladora do que um rosto,
e os disfarces intensificam sua personalidade”.
Oscar Wilde

Tema livre apresentado no III Encontro Das Seções Regionais da SBPSP – Santos – agosto de 2010.

A moda nos diz muito sobre a personalidade de uma pessoa, seja daquela que cria, como da que utiliza. Trata-se de uma forma de expressão, através do vestuário, da preocupação excessiva com a estética do corpo, das tatuagens, etc. Parece haver uma redução da subjetividade com ênfase na materialidade.

Moda é a tendência de consumo dos tempos atuais, comumente passageira, que depende da subjetividade versus identidade, do contexto social, e varia no tempo e geograficamente.

Trago reflexões a respeito da moda criada pela famosa estilista francesa Coco Chanel, para trocarmos ideias e pensamentos. Sua moda revolucionou a década de 1920, libertando as mulheres dos trajes desconfortáveis e rompendo com um padrão de vestuário de uma época, e permanece viva até os dias de hoje. Ela tornou-se um ícone da alta-costura que personificou a mulher moderna, um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.

Conforme definição de Chanel, “a moda não é uma coisa que existe apenas nas roupas, a moda é algo que está no ar. É o vento que sopra a nova moda; nós a sentimos chegar, sentimos seu cheiro. A moda está no céu, nas ruas. A moda tem a ver com as ideias, com o modo de vida, com o que está acontecendo”. (Outeiral, 2002, p.121)

O poder da subjetividade, presente na criação da moda da estilista francesa, pode ser constatado através da sua história de vida, de seus processos identificatórios e de seus recursos internos.

Anzieu (1992) fala que a construção do aparelho psíquico se funda sobre os emaranhados identificatórios dos objetos do amor materno e paterno.

O pai de Chanel era um comerciante itinerante que, ao passar pela cidade onde sua mãe morava, a conheceu e tiveram a primeira filha. Após um ano, ele partiu deixando-a grávida. Assim, nasceu Gabrielle, nome de batismo de Chanel.

Sua mãe saiu à procura dele e o encontrou. Eles se casaram quando Gabrielle estava com um ano e sua irmã com dois. Depois, tiveram mais quatro filhos.

Sua mãe decidiu confiar o cuidado das crianças a seus tios, para acompanhar o marido nas viagens, com medo de que ele não voltasse.

Chanel teve uma mãe ausente, frágil e instável, que voltou seu olhar unicamente para o marido. Na ânsia de evitar que ele partisse para sempre, ela abandonava os filhos e o acompanhava.

As consequências dessa incapacidade da mãe de se ligar ao seu bebê são descritas por Green (1988) como a Síndrome da Mãe Morta, que daria origem ao que ele chama de Clínica do Vazio, que deixa marcas no inconsciente sob a forma de “buracos psíquicos”.

Gabrielle teve uma infância sem amor. Quando contava por volta de 12 anos, numa das paradas do casal, sua mãe adoeceu e morreu aos 32 anos. Seu pai abandonou os filhos.

Chanel foi deixada num orfanato, dirigido por freiras.

Mesmo antes de morrer, sua mãe já tinha se afastado de seus filhos. Não se mostrou capaz de desempenhar a função materna. Suas preocupações com as ameaças de desaparecimento do marido impediam-na de se voltar para os filhos e experimentar com eles uma troca de olhares estruturantes.

Winnicott (1975) explica a importância da mãe se ligar ao recém-nascido, enfatizando que a troca do olhar entre mãe-bebê (função espelho da mãe) tem um aspecto estruturante, levando o bebê a se reconhecer nesse olhar e se organizar como um ser: “Olho e sou visto, logo existo”.  Em contrapartida, se falta esse olhar, seu reconhecimento estará prejudicado desde o início da vida. 

Esther Bick (1986) diz que o contato da mãe com a pele corporal da criança, e vice-versa, adquire uma importância fundamental na estruturação do psiquismo. Esse contato epidérmico serve para a criança sentir uma delimitação com o espaço exterior. Assim vai formando sua imagem corporal e criando uma fronteira que a possibilite diferenciar-se do mundo de fora. Caso contrário, a criança é invadida por um sentimento de dissociação, aniquilamento.

Quando essa primeira pele falha, a criança cria uma segunda pele, que Rosenfeld (1978) denominou de pele grossa, isto é, através de fantasias onipotentes a criança cria uma pseudoindependência. Possivelmente, tornam-se pessoas arrogantes que demonstrarão um forte escudo protetor que estará a serviço da manutenção do sentimento de segurança.

Aos 63 anos, Chanel disse a seu biógrafo Paul Morand: “Hoje em dia, como naquela época, a arrogância está em todos os meus atos. Está na aspereza da minha voz, no brilho do meu olhar, no meu rosto duro e atormentado, em toda a minha pessoa”. (Outeiral, 2002, p106)

Sabemos que o desamparo infantil é um dos fatores que interferem decisivamente na constituição da vida psíquica e pode trazer marcas permanentes. Essa noção de desamparo infantil foi introduzida por Freud (1926) em seu trabalho Inibições, Sintomas e Ansiedade, em que diz que a criança pequena tende a ver em seus pais, sobretudo no pai, seres todo-poderosos, ao mesmo tempo protetores e temidos.

Freud, em seus textos O futuro de uma Ilusão (1927) e O mal estar na civilização (1930), nos diz que a impressão terrificante de desamparo na infância é que desperta a necessidade de proteção por meio do amor: a libido segue os caminhos das necessidades narcísicas e liga-se aos objetos que asseguram a satisfação.

Chanel sofria com a discriminação a que as meninas pobres do orfanato eram submetidas: com roupas e com o trabalho que mostravam inferioridade. Nessa época, a vida de Gabrielle era de disciplina e ordem. As meninas se vestiam com impecáveis blusas brancas e saias pretas, aprendiam a costurar e a manter seus uniformes e lençóis muito bem lavados.

Chanel criou histórias sobre sua origem. Sobre o tempo que viveu no orfanato, relatou que tinha sido amparada por suas tias, que estavam sempre vestidas de preto ou cinza.

Chanel investiu intensamente num pai ausente. Um homem que fora alvo do olhar e de todo o investimento amoroso da sua mãe. Assim, suas histórias sempre foram dirigidas a seu pai. Chanel demonstrava ter uma forte ligação com ele, uma figura que ela terminou de construir de acordo com seu desejo e imaginação.

Segundo Balint, M. (1993), as falhas que ultrapassam os limites toleráveis para o bebê serão sentidas como invasão. Despertam angústias primitivas que mobilizam defesas que isolam o núcleo do self, com o objetivo de protegê-lo, e o “falso self” prevalece.

Podemos encontrar pessoas talentosas e bem-sucedidas, assim como Coco Chanel, portadoras de um falso self, que carregam uma desconfortável sensação de falsidade, não conseguindo discriminar o que é e o que não é seu. 

Ao completar 18 anos, Gabrielle precisava deixar o orfanato. Recomendada pela madre superiora, foi trabalhar de balconista em uma loja de lingerie e meias femininas. Para reforçar o orçamento, reformava roupas de senhoras, e alugou um quarto para morar.

À noite, ela cantava em um café-concerto, e foi através de uma canção melancólica, em que uma jovem chama por seu cão “Coco” que havia perdido , que originou seu apelido. Quando os clientes queriam ouvi-la novamente a chamavam por “Coco”.

Com isso, ela reinventa seu nome. Contava que seu apelido “Coco” era a forma carinhosa como seu pai a chamava. 

Chanel alterou sua configuração familiar para garantir seu futuro. Para ser alguém precisava, primeiro, tornar-se alguém, promover um arranjo do self por sua própria conta.

Foi no grupo dos jovens tenentes que Chanel conheceu seu primeiro amante, Etienne Balsan, um jovem apaixonado por cavalos. Etienne convidou-a para ir morar com ele. Chanel engravidou, e,  juntos, resolveram recorrer a um aborto malfeito, que a impossibilitou de ser mãe.

A postura de Chanel sempre foi ativa. Parece que só no aborto Chanel lidou de forma passiva com a adversidade, justificando que não queria ter o mesmo destino de sua mãe. A mãe ressurge como objeto de identificação, mas ela resiste em entrar em contato com seus elementos femininos, que são sentidos como ameaça à ordenação do self. Assim, o aborto é para evitar um contato com seus buracos psíquicos e sensações de vazio.

Chanel conquistava a todos e surgia um novo tipo de mulher, mais jovem, de moral e estilos mais livres. Enquanto as mulheres exageravam nas roupas, ela cuidava para parecer uma colegial. As mulheres apareciam nas cocheiras usando saia godê para cavalgar, e Chanel montava seu cavalo vestindo culote, com camisa de colarinho alto e gravata.

Aos poucos, as mulheres começaram a se interessar pelos chapéus criados por ela, que contrastavam com os chapéus volumosos e enfeitados.

Nessa época, conheceu Artur Capel, um inglês, jogador de polo e amigo de Etienne. Ele foi o grande amor da sua vida.

Chanel foi com ele para Paris, montou sua primeira loja, onde vendia elegantes e impecáveis chapéus para mulheres. Seu sucesso foi imediato.

Chanel começou a dedicar-se à costura. Suas criações, que registravam simplicidade e praticidade, eram altamente reveladoras da sua origem. Era o branco e o preto dos hábitos das freiras, os uniformes simples e impecáveis do orfanato, o uniforme dos oficiais, as roupas esportivas dos amantes do turfe.

O nome Coco Chanel tornou-se sinônimo de emancipação e informalidade feminina. Mas, por toda a sua vida, ela foi prisioneira de seu passado e de sua preocupação de forjar uma nova história.

Embora os anos em que Chanel viveu com Etienne tenham viabilizado a ela uma maior organização do self, ele não foi capaz de auxiliar na construção de identidade de gênero de Chanel. Ele era inapto para manter vínculos mais profundos, representando,  assim, as partes desvalorizadas do pai de Chanel. No entanto, Boy Capel, um homem ativo e empreendedor, entra na vida de Chanel, como um pai, afastando a ameaça psicótica. Boy surge no final da sua adolescência, oferecendo-lhe uma nova saída.

Boy Capel e Coco Chanel eram o casal do momento. Os lucros gerados eram tais que Boy não precisava mais servir de avalista para seus empréstimos bancários.

A relação entre os dois era intensa, ela estava muito apaixonada e se ressentia de não ter gerado um filho.

Ela o descrevia como um ser humano extraordinário, com uma profunda vida interior que tocava o sobrenatural.

Com o ingresso da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, Capel foi recrutado. Chanel exagerou ainda mais sua obstinação pelo trabalho. Comandava um crescente número de jovens, que eram suas vendedoras, costureiras e modelos. Coco Chanel era temida por elas, idolatrada, amada e odiada.

Chanel era a “madre superiora” na relação com suas funcionárias, reeditava relações do orfanato em que viveu, mantendo o amor pela ordem e obediência.

Chega a guerra e esta exige mudanças. Chanel, que sempre enfrentou adversidades, estava perfeitamente adaptada e estendia isso à sua moda. Passou a utilizar materiais mais acessíveis, como o jérsei e o tweed. Encurtou os cabelos e os vestidos. As saias ficaram justas.

         Chanel, que assistiu a sua juventude submetida, agora assistia à França vestindo o que ela ditava. Ela era uma “sobrevivente”, cheia de artimanhas para sair vitoriosa dessa guerra.

       Anos depois, lançou o sapato Chanel, o tailleur Chanel, o corte de cabelo Chanel e a bolsa Chanel. Também criou a bolsa tiracolo, que liberava a mão das mulheres.

        Em 1917, Chanel conheceu Misia, uma mulher que marcaria sua vida.

        Cada vez mais bem relacionados, Chanel e Capel estavam ainda mais ricos. Porém, depois de oito anos juntos, ele revelou que estava noivo da filha de um barão. Para Boy, era importante usar esse casamento aristocrático para abafar os rumores da sua bastardia. Ele casou em outubro de 1918.

No mês seguinte, a guerra terminou. A amizade com Misia se intensificou, a vida amorosa de Chanel tornou-se superficial e instável, homens e mulheres passaram por sua cama.

Boy estava casado, mas regularmente procurava Chanel. E foi depois de uma dessas visitas que, ao retornar, se acidentou e morreu. Sobre sua morte, ela dizia que a perda dele deixou um vazio em sua vida, mas achava que do outro mundo ele a protegia.

Chanel fez virar moda o vestido preto, que até então só era usado em sinal de luto. Existe uma versão de que com a morte dele, ela dissera que faria o mundo inteiro vestir luto por ele.

Todas as vezes que Chanel perdia um homem amado se deprimia e, como defesa, mantinha relações homossexuais ou arrumava homens mais novos, dependentes, abrigava-os e sustentava para mantê-los submetidos. (Stravinsky)

Parece que Chanel procurava controlar os seus próprios sentimentos, atenuando o risco de ser abandonada.

Nessa época, ganhou um colar de pérolas de seu amante, o Grão Duque Dimitri, oito anos mais novo. Chanel fez cópias e lançou a moda dos grandes cordões de pérolas falsas ou verdadeiras. Ela dizia que a mulher devia misturar o falso com o verdadeiro.

Sua ascensão culminou com a criação do seu perfume Chanel n.° 5. Ela foi a primeira estilista a lançar um perfume com sua assinatura.

Nas festas do final do ano de 1923/4, Chanel conhece o duque de Westminster, o homem mais rico da Inglaterra, chamado pelos amigos de Bendor. Eles iniciaram um relacionamento amoroso.

Com a presença de Bendor, a casa de Chanel passou a ser frequentada pela realeza inglesa. Ele se apaixonou por ela, mas priorizava ter um herdeiro. Chanel consultou diversos médicos sem sucesso, e, por conta disso, ele rompeu com ela e casou-se com uma jovem de 28 anos. Chanel estava com 40.

Parece que os homens mais fortes e ativos, com quem ela se relacionou, puderam neutralizar sua postura defensiva frente à vida. Ofereciam-lhe holding suficiente para que ela desejasse ser mãe. Porém, ao abandoná-la viam uma mulher frágil e dependente. Esse tipo de ameaça frente à perda do amado provavelmente a deixava exposta a uma ameaça de desintegração.

Chanel chegou a comandar três mil funcionários, porém a quebra da bolsa de Wall Street começava a afetar a Europa. Hollywood era o único lugar no mundo em que o glamour aumentava. Chanel recebeu uma proposta de Samuel Goldwyn para vestir as atrizes.

Trinta anos mais tarde, Chanel teve sua história apresentada na Broadway, em uma versão aprovada por ela. Suas criações também brilhavam em filmes.

Em Paris, as casas de alta costura estavam fechando. Mas Chanel estava com uma boa base financeira e optou por manter o alto padrão dos acabamentos e passou a criar vestidos de algodão. E surpreendeu a todos lançando sua coleção de joias verdadeiras.

Nessa época, em resposta à invasão da Polônia em 1939 por Hitler, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha.

Chanel fechou a Maison e dispensou todo o seu pessoal.

Paris foi ocupada pelas tropas nazistas. Sobre o Hotel Ritz, onde Chanel morava fazia alguns anos, havia uma suástica, mas Chanel conseguiu ficar no hotel, o que causou desconfiança. Nessa época, ela conheceu Spatz, um diplomata alemão, doze anos mais novo. Tornaram-se amantes e mudaram para a Suíça, território neutro, e viveram juntos por sete anos.

Nessa ocasião, as pessoas mais importantes da sua vida estavam morrendo: Etienne Balsan, o Grão Duque Dimitri, Bendor, que não chegou a ter o herdeiro tão desejado. Em seguida, duas grandes amigas.

Chanel estava com 70 anos e se lançou no trabalho, continuando a marcar a história da moda. Quando morreu, aos 87 anos, em seu quarto do hotel, ela estava desenhando uma nova coleção, cujo desfile transformou-se numa retrospectiva emocionada.

Chanel comprou um lote no cemitério de Lausanne, na Suíça, e deixou um testamento constituindo sua única herdeira uma fundação que ela havia criado.

Chanel também negou, além das origens familiares, sua pátria, exigindo não ser enterrada na França. Em seu túmulo foi colocado o número 5. Chanel dizia ser o seu número de sorte, e cabeças de leão, seu signo do zodíaco.

Comentários finais

A história de Coco Chanel é um exemplo do quanto a subjetividade pode ser refletida nos atos de uma pessoa.

Penso que a utilização da moda, ou dos modismos, é um recurso que a pessoa encontra para se expressar.

A moda cria uma referência. Evidencia a subjetividade e identificações constituídas. Assim como vimos na Moda Chanel, que foi marcada pelos uniformes e pelos hábitos das freiras que povoaram sua adolescência.

Chanel mostra o quanto a sua criação estava em sintonia com a sua identidade. Seu estilo simples parecia ser uma forma de ela se sentir pertencendo a um grupo.

A mulher que Coco Chanel criou, forjou ser, serviu de modelo de identificação para muitas jovens e senhoras de todo o mundo. Era uma época em que todas as mulheres usavam Chanel que, pelo sucesso da sua moda, tornou-se um modismo. A mulher elegante usava a moda Chanel e continua usando até a atualidade.

Em seu método de trabalho, ela não colocava seus esboços no papel. Criava diretamente no corpo da modelo, justificando que precisava tocar e sentir até que o vestido se tornasse uma fusão entre corpo e tecido. Chanel dizia que era a roupa que devia se adequar ao corpo, e não o contrário.

Vemos que, para Chanel, roupa e corpo deviam parecer uma coisa só, se integrar.

– Como algo encobridor?

– Assim como ela que se construía com outra história de vida?

Podemos entender que seria costurar a sua história em seu próprio corpo, se misturando, integrando e tornando uma coisa só, um só corpo, um Ser.

O processo ativo de se construir fica também evidente quando ela referiu a si mesma como uma jovem arrogante. Ela revela sua porção defensiva, reativa, para preservar a outra que esconde um grande desamparo.

Coco Chanel acabou escrava da personagem que ela própria criou.

Sua motivação na vida foi sua batalha contra o enlouquecimento. Ela driblou e transformou a loucura.

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